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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Por Que?




Por que é que as pessoas erram,
por serem humanos,
por serem frágeis,
mas e o amor?
O Amor é forte ,
então porque as pessoas que amam
cometem erros
e provocam sofrimentos
nas pessoas amadas,
não sei,
ninguém sabe,
este é um mistério
que só a deus compete desvendar
e que só ele pode julgar.
Não foi certo o que eu fiz,
nem o que você fez, viu
como somos errados,
já estou julgando mais, estou
julgando nós dois,
porque nenhum de nós errou sozinho,
estou julgando para admitir meu erro
e para que você admita o seu,
porque assim juntos,
tentaremos errar menos
e não será preciso
jogar fora um sentimento
tão bonito e importante
como o nosso,
você não acha?

Mensagens do Dia a Dia


Mais vale uma amizade sincera,
do que um amor fingindo.

Perfume de Acácia

ACÁCIA
Usado para purificar o altar
e untar equipamento ritualístico,
bem como para ajudar
no desenvolvimento psíquico e na meditação .
Transmite tranquilidade, paz, saúde.

A Alma dos Diferentes

Ah! O diferente, esse ser especial! Diferente não é o que
pretende ser. Este é um imitador do que ainda não foi
imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns
menos em hora, momento e lugar errados para os outros.
Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não
aguentar caso um dia venham a ser. O diferente é um ser
sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está um diferente, ta-
lentos são rechaçados; vitórias adiadas, esperanças mortas.
Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num
chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros
não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão
sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se presa enten-
de o porque de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará num complexo de inferioridde.
O diferente paga sempre o preço de estar. Mesmo sem querer,
alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual:
a inveja do comum; o ódio do mediano. O verdadeiro sabe que
nunca tem razão, mas que se sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais
de mãos dadas, e até mesmo adultos por omissão, se unem para
transformar o que peculiaridade e potencial em aleijão e carica-
tura. O que é percepção aguda em: "poxa, fulano, como você é
complicado". O que é embrião de um estilo próprio em: "você não
está vendo como todo mundo faz".
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais
acaba incorporando: só os diferentes mais fortes do que o mundo
se transformaram (e se transformam) nos seus grandes
modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do consenso. O que sente antes
mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se
emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco, chora onde outros xingam;
estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam. Espera
de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre
sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o
hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita em-
pregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele
sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora
de calar. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no
meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta
mais de jogar que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio e a consciência
dolorosa de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos; paralíticos; engordados; ma-
gros demais; bonitos demais; inteligentes em excesso; bons
demais para aquele cargo; excepcionais, narigudos; arrigudos;
joelhudos; de pé grande; de roupas erradas; cheios de espinhas;
de mumunha; de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem
moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capa-
zes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros de
ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja
suficientemente forte para suportá-lo depois.

Descubra Seu Anjo da Guarda pela data e Mês do Seu Aniversário

ROCHEL
1º DE JANEIRO


O Anjo
Este anjo ajuda a encontrar os objetos desaparecidos
e mostrar quem os escondeu ou roubou.
Influencia na obtenção de renome, fortuna e sucesso na economia,
política e justiça. Influência:
Quem nasce sob esta influência será dotado de força e energia,
sempre atuando de forma benéfica com os mais próximos.
Possui um magnífico gênio inventivo
e tem uma forte missão que cumprirá com a família.
Grande capacidade de participar do sofrimento das pessoas amadas,
conquistando assim os grandes tesouros espirituais.
Dotado de forte intuição,
que se manifesta através de sua inteligência analítica,
é totalmente desligado dos impulsos das tentações materiais.
Terá facilidade de adaptação e grande vontade de aprender,
jamais desistindo de seus objetivos.
Nunca se sentirá amedrontado ao enfrentar novas provas;
os anjos, se necessário, lhe indicarão um novo caminho.
Deverá saber que cada vez que perde no plano físico,
ganha no plano espiritual.
Profissionalmente:
Poderá ser um grande economista, advogado, juiz,
político ou trabalhar com comércio exterior.
Grande orador, seu talento estará a serviço das boas causas.
Anjo Contrário:
Domina as despesas inúteis, os processos intermináveis,
a legislatura perversa, a teimosia e os impulsos egoístas.
A pessoa sob a influência deste anjo contrário
poderá causar ruína às famílias,
manipular leis em seu próprio benefício,
fabricar falsas previsões e organizar fraudes internacionais.

Categoria:
AnjosPríncipe: Gabriel
Protege os dias: 27/05 - 08/08 - 20/10 - 01/01 - 15/03
Número de sorte: 12
Mês de mudança: dezembro
Carta do tarô: O enforcado
Está presente na Terra: de 22:40 às 23:00
Salmo: 15

Perfídia - Alceu Valença

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Regredindo no Tempo e no Espaço



Dissemos, paginás atrás, ter sido ANASTÁCIA
alforriada depois de morta.
E isto, de fato aconteceu.

*****

Chegam e passam, ainda no início de nossa vida
como brasileiro, os anos de 1775 e 1871.
Aparecem os inesquecíveis vultos do Barão do
Rio Branco, de Euzébio de Queiroz e do Barão
de Cotegipe - os primeiros benfeitores dos nos-
sos escravos. Aparece, em inflamados discur-
sos, o grande José do Patrocínio, o imortal
Antônio de Castro Alves e, ao lado deles (do que
muito nos orgulhamos), o então estudante de
medicina Antônio Alves Teixeira Júnior,
nosso avô.
Foram então promulgados as Leis do Ventre Livre
e dos Sexagenários. Pela primeira delas, passaram
a ser livres todos os filhos que nascessem da mu-
lher escrava e, pela segunda, todos os escravos - ho-
mens ou mulheres - que tivessem já ou que comple-
tassem, daí em diante, sessenta anos de idade.
O tempo, implacável, continua passando.
D.Pedro II, nosso segundo Imperador se encontrava
na Europa e, em seu lugar, assumindo as rédeas do
Governo, ficara a Princesa Izabel, sua filha. Raia ,
então, o ano de 1888 e, mais exatamente, o
DIA 13 DE MAIO daquele ano.
Muito embora o Barão de Cotegipe a tivesse observa-
do que, assinando, como logo depois assinou, a chama-
da LEI ÁUREA, para sempre acabava com a escravi-
dão no Brasil, ou seja, abolia, para sempre, em nossa
terra a ESCRAVIDÃO NEGRA.
Estava, assim, terminado o suplício dos nossos irmãos
negros, tão humanos como nós outros - os
NEGROS AFRICANOS aqui vivendo até então,
como escravos.

*****

Por tão humanitário gesto, coube à PRINCESA IZABEL,
o nome de A REDENTORA.
Iniciara-se desta forma, um novo e esperançoso BRASIL,
um BRASIL de homens capazes, como bem o têm de -
monstrado, de conduzir o barco de nossa PÁTRIA.

*****

Por oportuno, embora disso não nos tivéssemos esqueci-
do, aqui iremos falar de uma outra espécie pela qual pas-
saram os pobres negros africanos.
Vejamo-lo, portanto.

*****

Ainda sob o regime escravagista, eram os nossos irmãos
negros, por parte dos senhores de escravos, dos seus
feitores e, também, por parte dos Jesuítas que aqui
viviam, a seguirem, letra por letra, a famigerada LEI
DO CRÊ OU MORRE, isto é, CRÊ NO DEUS CATÓLICO
OU, SE O NÃO FIZERES, MORRERÁS.

*****

O que poderiam então fazer os pobres infelizes?

*****

Mas, justo pelo próprio Deus que lhes era apresentado
tão impiedoso, iluminou-se-lhe a inteligência
e, assim...

*****

Nos seus "PEGIS" (altares), na parte de baixo e fechados
com tramelas, mantinham eles os seus ORIXÁS, ou seja,
os seus MAIORES ESPIRITUAIS e, na de cima, enfeita-
dos, encontravam-se as imagens dos
Santos Católicos.

*****

Quando sozinhos, nas senzalas, dirigiam eles aos seus
XANGÔS, aos seus OXÓSSIS, às suas INHAÇÃS, às
suas OXUNS, à sua NANAMBURUQUÊ ou
BURUCU pedindo-lhes, com firme e inabalável Fé, o de
que necessitavam. Mas, quando em presença dos Se -
nhores, dos Feitores e, mais ainda, dos Padres Católicos,
dirigiam-se a esses novos Santos (os EGUNS CATÓLI -
COS), pedindo-lhes também o de que necessitavam, mas
ao fazê-lo, pensavam, ou melhor, mentalizavam os seus
próprios Mentores Espirituais que, em sua crença, eram
representados por grotescos bonequinhos de
barro ou de madeira.
E assim, até que viram raiar a luz de sua total e definitiva
libertação, puderam eles ir vivendo.