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quarta-feira, 31 de março de 2010

Escrava Anastácia




Nossa Querida Umbanda


Do até aqui exposto, facilmente
se poderá deduzir que,
na conformidade de suas atribuições
e face a elas,
o que deveria se observar ou,
melhor dizendo,
o que seria o certo,
seria o se obedecer ao seguinte:
Aberta ou iniciada a sessão
(gira ou engira) e,
ato contínuo, feitas as orações
ou preces, pelo seu dirigente,
chamar-se-ia, de início,
as Iaras que, como se disse
linhas atrás, são as Entidades
ou Espíritos encarregados
da limpeza fluídica do Terreiro e,
desta forma,
a segurança e perfeição
dos trabalhos a serem realizados.
Isto feito, chamar-se-ão os Pretos Velhos,
aos quais cabe a firmeza ou segurança
dos trabalhos
(sessão, gira ou engira).
São eles, os Pretos Velhos que,
com seus resmungos, seus xingamentos
amigos, suas baforadas de charuto,
por vezes bem mal cheirosos
ou cachimbo, vão segurar,
ou firmar a corrente, isto é,
a realização dos trabalhos no Terreiro.

***

Se, a todos, fosse dada a possibilidade
de ver (ter vidência),
iriam verificar que,
embora não materializados
(vamos assim dizer), há sempre
um ou mais Pretos Velhos nos cantos
dos Terreiros,
quando em funcionamento.
Como tal não poderá ser comumente
observado, o que terá de se fazer
é justamente, o se deixar,
a um dos cantos do Terreiro,
um Preto Velho "incorporado".

***

Observados que sejam esses detalhes,
chamar-se-ão, para trabalharem,
os CABOCLOS (de Xangô, Ogum, Oxóssi,
ou seja lá o que for,
e isto de acordo com os trabalhos
que devem ser realizados.
Tais Entidades ou Espíritos são,
na verdade,
os que fazem ou realizam os "trabalhos",
atendendo aos que o procurem
para serem consultados.
Constituem eles, portanto,
a verdadeira e mais forte parte dos
trabalhos, por isso que,
justificando sua razão de ser,
atendem eles, propriamente dito,
à prática da caridade.
Bem se poderia assim dizer que,
praticamente o trabalho dos Caboclos
é a verdadeira sessão (gira ou engira)
nos Terreiros de Umbanda.

Amar é...



Amar é...
...sentir-se flutuando,
sempre que pensa nele.

Amar é...

Amar é...
...ser seu muro de
lamentações.

Para Minha Mãe




É possível que todos os filhos
tenham pensado alguma vez:
-Dizer à Mamãe...? Mas se já sabe...
-Agradecer-lhe...? Nunca nos deixou fazê-lo...
-Contar-lhe...? Certamente já imagina...
E um dia compreendemos que,
se bem seja certo
que sabe tantas coisas,
ela sempre esperou, em silêncio,
escutá-las de nós...
Porque nos deu muito, ou o que pôde,
ou o que sabia...
Porque nos ofereceu todos os caminhos
e nos abriu todas as portas...
Porque entramos à vida
reconfortados pelo seu abraço...
Então, de mãos dadas,
como quando éramos pequenos,
talvez seja hoje o momento
de dizer-lhe...


***


(continua depois)

terça-feira, 30 de março de 2010

Cristo






3- Jesus não veio destruir a lei,
quer dizer, a lei de Deus;
ele veio cumpri-la,
quer dizer, desenvolvê-la,
dar-lhe seu verdadeiro sentido,
e apropriá-la ao grau de adiantamento
dos homens; por isso,
se encontra nessa lei o princípio
dos deveres para com Deus
e para com o próximo, que constituem
a base de sua doutrina.
Quanto às leis de Moisés,
propriamente ditas, ao contrário,
ele as modificou profundamente,
seja no fundo, seja na forma;
combateu constantemente o abuso
das práticas exteriores e as falsas
interpretações, e não poderia fazê-las
sofrer uma reforma mais radical
do que as reduzindo a estas palavras:
"Amar a Deus acima de todas as coisas,
e ao próximo como a si mesmo",
e dizendo: está aí toda a lei
e os profetas.
Por estas palavras:
"O céu e a terra não passarão antes
que tudo seja cumprido até um
único jota", Jesus quis dizer que seria
preciso que a Lei de Deus recebesse
seu cumprimento, quer dizer,
fosse praticada sobre a Terra, em toda
sua pureza, com todos os seus
desenvolvimentos e todas as
suas consequências; porque de que
serviria ter estabelecido essa lei,
se ela devesse permanecer privilégio
de alguns homens ou mesmo
de um único povo?
Todos os homens, sendo filhos de Deus,
são, sem distinção, o objeto
da mesma solicitude.

Opiniões Sobre a Reencarnação




"Ele viu todas essas formas e rostos
em milhares de relações...
tornarem-se recém nascidas.
Cada uma era mortal, um apaixonado
e vigoroso exemplo
de tudo o que é transitório.
Mas nenhuma delas morreu,
elas apenas mudaram,
renasciam continuamente e sempre
tinham um novo rosto: somente o tempo
permanecia entre um rosto e outro."


Herman Hesse
*****
"Acaso tens conhecimento
de quantas vezes tivemos que viver
antes mesmo de obter a primeira idéia
de que existe mais coisas na vida
além de comer, ou lutar, ou ter poder no bando?
Milhares de vidas, meu amigo,
dezenas de milhares!...
Escolhemos nosso próximo mundo
a partir daquilo que aprendemos nesse...
mas tu, aprendeste tanto de uma só vez
que não tiveste que passar por milhares
de vidas para alcançar esta."
Richard Bach
*****
"Assim como vivemos através de milhares
de sonhos em nossa vida atual,
do mesmo modo nossa vida atual
é apenas uma de muitas milhares
dessas vidas através das quais
entramos em outra vida mais real...
e então retornamos após a morte.
Nossa vida é nada mais que
um dos sonhos dessa vida real,
e assim, ela é interminável, até a última,
verdadeira vida
a vida de Deus."
Leon Tolstoi

Caité - (Calathea makoyana)

Descrição: herbácea perene,
de folhas ovais de 20-30 centímetros
de comprimento, descontado o longo pecíolo.
Na frente e no verso, cada folha
apresenta um conjunto de pinceladas
ovais em disposição penada,
alternadamente longas e curtas;
na frente o desenho é verde-oliva,
no verso marrom arroxeado.
Flores insignificantes.
**
Ambiente e uso decorativo:
no jardim, pode rodear árvores copadas
que a protejam do sol direto;
excelente planta de mesa,
se puder receber suficiente luz indireta
e umidade circundante.
**
Reprodução: por divisão, no fim do inverno
ou quando mostrar sinais
de estar "acordando" do repouso anual.
**
Luz: indireta e moderada.
**
Rega: frequente e copiosa.
**
Solo: humoso e poroso.
**
Dados botânicos: família das Marantáceas,
espécie originária do Brasil,
provavelmente Minas Gerais;
há outras espécies oriundas da Amazônia
("jacundá"), do Rio de Janeiro e
de São Paulo, algumas com mais
de 1 metro de altura.
No hemisfério norte existem cultivares
(híbridos) muito vistosos,
desconhecidos no Brasil.