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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Espiritismo

ALAN KARDEC

De que maneira o Espiritismo pode contribuir
para o progresso?

Destruindo o materialismo,
que é uma chaga da sociedade,
ele faz os homens compreenderem
onde está o seu verdadeiro interesse.
A vida futura,
não estando mais velada pela dúvida,
o homem compreenderá melhor
que ele pode assegurar seu futuro
pelo presente.
Destruindo os preconceitos de seitas,
de castas e de cor,
ele ensina aos homens
a grande solidariedade
que deve uni-los como irmãos."

(Livro dos Espíritos, Alan Kardec)

"Adquira o hábito de se concentrar..."

"Um amigo irmão"

Uma carícia



Ter ou não Ter namorado
eis a questão:


Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo,
namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de advinhação pela saliva,
lágrima nuvem, quindim,
brisa ou filosofia.
Paquera, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem se quer proteger,
quando se chega ao lado dele a gente sua frio,
treme e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção não precisa não precisa ser parruda,
decidida ou bandoleira.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não
ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva,
cinema, sessão das duas, medo do pai,
sanduiche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia com vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado,
quem faz pactos de arenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade
ainda que rápida escondida,
fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor das mãos dadas,
do carinho escondido na hora do filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
da poesia de Fernando Pessoa,
Vinicius de Moraes ou Chico Buarque,
lida bem devagar,
da gargalhada quando fala junto
ou descobre a meia rasgada da ânsia enorme
de viajar junto para a Escócia cavalo alado,
tapete mágico ou foguete planetário.
Não tem namorado quem gosta de dormir agarrado,
fazer sexta abraçado, fazer compras juntos.
Não tem namorado quem não gosta
de falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança
própria e a do próprio amado e sai com ela para parques,
fliperamas, beira d`agua, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados,
ruas de sonhos ou musical da metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros,
quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato
de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
na madrugada ou meio dia de sol.
Em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar,
quem vive cheio de obrigações,
quem sai cedo sem esperar o outro ir
junto com ele.
Não tem namorado quem confunde a solidão,
com ficar sozinho,
quem não ri mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado
é porque ainda não descobriu que o amor
é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medos.
Ponha a saia (calça) mais leve,
aquela de chita e passei de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas de ternuras
e escove a alma com leves fricções de esperança,
de alma escovada e coração escovado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui
e sorria lírios para quem passe embaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas,
ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse
e uma névoa de borboletas cada qual fazendo
uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado
é porque ainda não enloqueceu aquele pouquinho necessário
a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou Cresça!

Meditação

Quando Deus fecha uma porta,
Ele abre uma janela.
Às vezes temos dificuldade em aceitar os acontecimentos
inesperados de nossas vidas. Conquanto a mudança possa
significar uma melhora em nossas condições de vida, estamos
sempre convencidos de que apenas dias sombrios aguardam-nos
mais à frente.
Uma transferência no trabalho, por exemplo, obriga-nos a mudar
do litoral para uma cidade no interior. Assusta-nos a simples idéia de
fazer novos amigos e modificar nosso estilo de vida. Talvez uma
relação importante termine abruptamente, deixando-nos
arrasados.
Qualquer um de nós pode ser atingido por tais fatos, inclusive
aqueles mesmos que se orgulham da própria adaptabilidade e
aceitação. Voltamos os olhos para o alto e perguntamos súplices:
"Por que isto está acontecendo? "
Contudo, de alguma maneira, com o auxílio da família, dos amigos
e de um Deus amoroso, um dia superamos essas provações.
Aos poucos as coisas vão se resolvendo para nós e para aqueles
que nos cercam. Passado algum tempo, nossas vidas mudam de
uma forma que não poderíamos ter planejado ou mesmo imaginado.
Na primeira vez em que nos defrontamos com as mudanças, ficamos
profundamente transtornados; parecia que a nossa vida "nunca mais
seria a mesma". Algum tempo depois, mostramo-nos gratos pela
forma como as coisas aconteceram.
Pensamento do dia: Nada é permanente exceto a mudança.

Pensamento do dia



O pesssimista considera o sol apenas
como um fazedor de sombras.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Bom Dia

Quando você se levantou pela manhã, Eu ja havia preparado
o sol para aquecer o seu dia, e o alimento para sua nutrição.
Sim, Eu providenciei tudo isso quando vigiava o seu sono, a sua
família e a sua casa, esperei pelo seu "Bom Dia", mas você se es-
queceu. Bem, você pareceu ter tanta pressa que Eu perdoei.
O sol apareceu, as flores deram seu perfume, a brisa da manhã
lhe acompanhou, e você nem pensou que Eu é que tinha preparado
tudo para você.
Seus familiares sorriam, seus colegas lhe saudaram. Você trabalhou,
estudou, viajou, realizou negócios, alcançou vitórias, mas você não
percebeu que Eu estava cooperando com você e mais teria ajudado
se me tivesse dado uma chance... Eu perdoei.
Você leu bastante, ouviu muita coisa, viu mais ainda e não teve tempo
de ler ou ouvir minha palavra. Eu quis falar, mas você não parou
para ouvir. Eu quis até aconselhar, mas você nem pensou nessa
possibilidade. Seus olhos, seus lábios, seus pensamentos, seriam
melhores. O mal seria menor e o bem seria maior em sua vida.
A chuva que caiu à tarde foram minhas lágrimas por sua ingratidão,
mas foram também a minha benção sobre a terra para que não lhe
falte pão e água. Você trabalhou, ganhou dinheiro, que não foi mais
porque você não me deixou ajudar, mas uma vez você esqueceu que
Eu desejo sua participação no meu reino com sua vida, seus talentos
e o seu dinheiro também.
Findou seu dia, você voltou para casa, mandei a lua e as estrelas tornarem
a noite mais bonita para lembrar-lhe o meu amor por você.
Certamente, agora você vai dizer um "obrigado" e "boa noite",
Psiu... Está me ouvindo?... Já dormiu... Que pena. Boa noite, durma
bem, Eu fico velando por você.
Jesus

Temas Eróticos



TESÃO...


Que palavra simples!
Será porque serve
para exprimir
o mais primitivo e simples
dos sentimentos?
Tesão não precisa de racionalidade,
de explicações,
nem de por quês.
Essa é a hora
da linguagem do corpo,
da pele, da química, da loucura
que habita em nós...
E que linguagem perfeita!
Corpos que pedem...
me abrace!
Bocas ávidas que dizem... vem!
Misture-se a mim,
sinta meu gosto!
Mãos que tateiam,
exploram e perguntam...
onde encontro o seu prazer?
Línguas que percorrem e clamam...
me dê o seu melhor sabor!
Esse é o momento
que palavras
são somente complemento...
momento em que
a pele arrepia e sussurra...
me toque,
me acaricie, seios que dizem...
me beije, me rodeie
com a sua língua,
me morda leve...
fendas umedecem e pedem...
Entre, me explore,
me conheça...
membros que enrijecem
e falam...
me incendeie com a sua boca,
me banhe com a sua língua!
Nesse instante perdemos
o domínio da razão
e somos corpos bailando.
Pernas se abrem trêmulas
convidando o outro para
dançarem juntos...
outras se encaixam
aceitando o convite...
E começa uma dança lenta,
de ritmo perfeito,
que não precisa
ser aprendida...
é puro instinto...
O ritmo da música aumenta
pois os corpos precisam
desesperaadamente saciar-se...
a dança se torna frenética,
a respiração entrecortada...
e das entranhas dos corpos
gemidos, gritos, sons
próprios de cada um...
E, enfim, a explosão,
os espasmos,
os corpos latejando,
arfando...
e depois a súplica...
continuem unidos!
Permaneçam abraçados
e nos deixem saborear
ainda mais o prazer.
Esperem para relaxarmos juntos e,
quem sabe começarmos
tudo novamente!

***

(Desconheço o Autor)

Pegadas na Areia




"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia,
com o Senhor,
e através
do Céu passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava,
percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia:
um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena
da minha vida passou diante de nós,
olhei para trás,
para as pegadas na areia
e notei que muitas vezes,
no caminho da vida havia apenas
um par de pegadas na areia.
Notei, também,
que isso aconteceu nos momentos mais difíceis
e angustiosos do meu viver.
Isso entristeceu-me deveras,
e perguntei ao Senhor.
"Senhor, Tu disseste que,
uma vez que eu resolvi Te seguir,
Tu andarias sempre comigo todo o caminho,
mas notei que durante
as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas.
Não compreendo por que,
nas horas que eu mais necessitava de Ti,
Tu me deixaste".
O Senhor ne respondeu:
"Meu precioso filho,
Eu te amo e jamais te deixaria
nas horas de tua prova e do teu sofrimento.
Quando viste na areia
apenas um par de pegadas,
foi exatamente aí que Eu,
nos braços...
te carreguei".
Autor Desconhecido