SEJA UM SEGUIDOR MEU

VENHAM PARTICIPAR DO MEU CANTINHO, E SEJA UM SEGUIDOR MEU, AQUI VOCÊ VAI ENCONTRAR UM POUQUINHO DE CADA TEMA.

SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE PARA MIM.
Mostrando postagens com marcador Ernane Nelson Antunes Gusmão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ernane Nelson Antunes Gusmão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Licor de Anis


Licor de anis,azul,embriagante
a cada gole meus desejos trais
o vulto da singela e doce amante
-fluidos perfumes,densas espirais
Eu sorvo a tona desse anil bacante
e me inebrio em delirios tais
ouço o murmúrio dela,soluçante,
em sintonia com meus mudos ais.
A timidez me prende,soluçante
o coração reclama,segue avante,
por que não quebras o temor e vais?
- E quedo embora,bafejou-me a graça
-Licor de anis,sumiu da minha taça,
mas ela,dos meus olhos,
nunca mais!


(Ernane Nelson Antunes Gusmão)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Itapuã


Minha mulher não sabe
mas, às vezes, vou sozinho a Itapuã.
Às vezes de dia,
quando o sol faísca sobre a espuma
aqueles cardumes cintilantes,
falsos peixinhos prateados, feitos de luz.
****
Outras vezes, de noite;
digo que vou ao plantão
e...lá vou eu pra Itapuã!
****
A lua verte sobre as águas
as comportas do seu clarão
e, mansa, passeia à tona
seu manto dourado e morno
tecido de serenidade e paz.
****
A brisa voa, diáfana gaivota,
vem beijar-me sem decoro...
E as pedras bramem entre as ondas
como búzios e conchas ressonantes
um canto provocante de sereias.
****
Ouço a magia das fadas,
vejo o vento sussurrar...
-"Vem poeta, vem comigo,
sentir o enlevo do mar."
**********************************
**********************************
A sereia de pedra
da Praia de Itapuã
a todo mundo graficamente saúda:
-"Bem-vindo, wellcome, bienvenuto, soyez bienvenu",
mas a mim, faceiramente me disse:
-"Eu não sou de pedra, isto é pura fantasia",
e, garanto,...me cantou!
****
Desde então eu volto lá...
Sinto um gozo de adultério,
ouço a magia das fadas,
vejo o vento sussurrar:
-"Vem poeta, vem comigo,
ter as sereias do mar."
****
Desde então eu volto lá...
...minha mulher não sabe,
mas, às vezes, vou sozinho a Itapuã.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Explicação sobre Ursa Maior




À primeira vista,
estranho e inadequado nome para
uma obra literária.
Ursa maior é constelação circumpolar
norte,
que os astrônomos e observadores
atentos sabem ser o grande asterismo
do quadrante setentrional
no hemisfério sul,
limitado pelos Cães de Caça, o Leão,
o Lince, a Girafa, o Dragão e o Boiadeiro.
Sua designação provém do fato
de representar a Ursa em que se
transformou a ninfa Calisto,
a mais bela seguidora de Artêmis
(Diana) a caçadora,.
por obra de Hera (Juno),
esposa ciumenta de Zeus (Júpiter),
nas tramas da mitologia greco-latina.
Ao longo dos séculos
a Ursa foi conhecida também como
Arctos (urso, em grego), Septentriones
(os sete bois), Carro de David,
Carro de Arthur, Arado, Hélice,
Arca de Noé, Septarsi
(sete sábios, em sânscrito),
Caçarola, Grande Carroça.
Na China antiga as sete principais
estrelas que compõem a constelação
relebram a epopéia de K´uei,
o patrono da Literatura,
que em se afogando no mar foi salvo
por um monstro marinho
que o elevou ao céu e o entronou
entre as estrelas da Ursa Maior,
de onde preside às atividades
literárias.
Na tradição hindu a Ursa Maior
(Sapta-riksha) é a morada
dos sete Rishi,
símbolos da sabedoria e da tradição,
o que a torna a residência dos Imortais,
e em outras culturas orientais
ela é utilizada como base nos rituais
de concentração espiritual,
sob um estandarte com sete estrelas.
Estas sete estrelas correspondem
aos Sete Reitores (Rishi),
e também às sete aberturas do corpo
e às aberturas do coração,
centro do microssomo humano.
A noção de imortalidade permeia
toda a simbologia da Ursa Maior
e disto advém o costume chinês
de dispor sete estrelas sobre os
caixões funerários.
A Literatura,
a maior e a mais profunda das sete artes,
é assim como a Ursa e suas estrelas
universal e imortal.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ursa Maior

Esse grupo de estrelas majestoso
apronta ao Norte colossal figura
um asterismo que jamais a jura
de amor ouviu que lhe causasse gozo
***
Não foi musa dos poetas tal doçura
e nenhum bardo lhe cantou fogoso
a tessitura do seu manto airoso
cheio e encanto, de beleza pura.
***
Enquanto o mundo canta mil louvores
ao Cruzeiro, dos nautas e pastores,
dos peregrinos que veneram a Cruz...
***
eu te admiro, Ursa, no teu Norte,
na placidez formosa da tua coorte
de estrelas, espelhando tanta luz.