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domingo, 3 de novembro de 2013






Eu 


Roubou o dia
Roubou a noite
Roubou a alegria
Roubou a minha calma
Roubou o sorriso
Roubou e não levou
Olhou e não sentiu
Falou e se perdeu
Sem adeus
Roubou tudo que era meu
E, eu?
Ah, eu saí por aí...

Marco'antônio




Finalmente...

Com final no momento
Feliz...
Toquei você sem avisar
Mas, já era esperado...
D’uma espera certeira
Me joguei ...
Nos fizemos barro,
Nos fizemos um só.
Era uma melodia gotejante...
A princípio era assim.
Mas ferozmente e com todo ardor
Possuímos um ao outro...
Madrugada adentro.
Me fiz diferente...
Da nossa junção
Um cheiro inebriante!
Terra,
Chuva
É o que éramos
Num encontro
De inverno...

(Desejo, Adriana dos Santos)




Assim... Assim...

O menino mentiu 

Se escondeu em sua verdade bem inventada
Contou a verdade dele,
Acreditaram...
Triste menino!
A verdade que contou não era a mesma
Partilhada pelos outros.
Mesmo descoberto 
Ele continuou mentindo.
Não!
Ele continuou inventando verdades
Até que descobrissem, ele pensou:
-Tô salvo!
Menino danado
De verdade inventada
Perdido entre o certo e o errado...
Mesmo assim,
Ainda menino!
Menino de minhas preces
Não conte tantas verdades fabricadas.

(Coisas de menino, Adriana dos Santos)

sábado, 12 de janeiro de 2013



APROVEITA A SAUDADE

Aproveita a saudade
que fala baixinho,
que traz um sorriso
e recende a carinho!
Aproveita a saudade
de alguém que já vem,
que volta, sorrindo,
saudoso também!
Aproveita a saudade
que fala baixinho...

Aproveita a saudade
que fala baixinho!
Que traz na lembrança
momentos de amor.
Aproveita a saudade
de alguém que se foi
mas te deixa envolvida
em esperança e calor.

A minha saudade
é forte, é sentida,
no peito, na alma,
do sangue me vem!
Saudade da vida
que foi minha vida
e além desta vida
me espera também.

Aproveita a saudade
que fala baixinho. . .

Christina Cabral






Poesias


Súplica de Natal

Menino Deus!
Receba em sua lapa
os pequenos insepultos:
são anjos finados
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa 
os andarilhos insepultos:
são caminhantes cansados
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa
a prostituta exausta:
foi anjo renegado 
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa
o pai desesperado:
tornou-se ladrão
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa
o índio martirizado:
tornou-se revoltado
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa
os desempregados:
foram marginalizados
pela injustiça do homem.
Receba, Senhor, às, mancheias,
toda esta raia miúda,
toda esta raia sofrida
na injustiça do homem.
mil vozes, nesta súplica,
ecoarão como sinos:
vozes dos exilados, 
vozes dos amordaçados,
que não chegaram a crescer.
Ecoarão também, neste grito,
vozes de muitos fetos
que falharam em seus destinos,
vozes dos pequeninos
que não chegaram a nascer.
Vozes de suas mães,
que negaram o próprio filho.
Pobres mães endoidecidas,
pobres mães filicidas,
na injustiça do homem.
Receba em sua lapa
o ressoar do remorso
destas consciências pesadas,
destas consciências compradas
na injustiça do homem.

Oh! Senhor Menino Deus!
Tenha piedade
da humana decadência,
e um Natal de clemência
abranja toda a Humanidade.
Que o sino, pequenino,
repicando em cada peito,
seja um carrilhão desfeito
todo em Paz e Harmonia.
Senhor! Senhor! Por um dia!
Ao menos, Senhor,
no Seu Dia...