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domingo, 23 de maio de 2010

Que Sua Juventude Não Dependa de Mentiras


1ª Parte
No mundo há muita meia verdade
promovendo a meia mentira.
Uma delas é a desculpa de que somos
adultos ou velhos de idade,
mais jovens de espírito...
**
Desde que o mundo é mundo
o homem jamais se acostumou com a fatalidade.
E também jamais se conformou com a marcha
inexorável do tempo.
O homem não gosta de envelhecer porque,
para a esmagadora maioria,
a velhice quer dizer perda de vitalidade e
diminuição da capacidade física e mental.
E,
porque não se conforma com isso,
engana-se com idéias e frases de feito que
não mudam coisa nenhuma,
embora ajudem a manter a ilusão
de que a juventude não acabou.
"Sou jovem de espírito".
"Tenho um coração de jovem".
"Continuo disposto como um jovem".
"A juventude é um estado de espírito"...
A expressão é usada e abusada nos quatro
cantos da terra.
No seu bojo esconde uma frustração
que nem mesmo quem a usa admite ou localiza:
a frustração de não poder parar a marcha
do tempo e dos acontecimentos.
Poucas, pouquíssimas pessoas assumem
a realidade da idade adulta e da velhice.
E há razões de sobra para isso.
Na sociedade que construímos não há
lugar para os velhos.
Melhor dizendo, há sim:
é o porão ou o trono,
dois lugares onde se encosta o que já passou
e não tem mais utilidade.
No primeiro caso, com brutalidade,
no segundo com delicadeza.
Mas o fim é o mesmo:
nossa moderna civilização não sabe
como ocupar um velho nem o que fazer com ele.
Diante da desgraça que é a velhice
para um grande número de pessoas,
o cidadão comum decide então agarrar-se
ao mito juventude e prolongar ao máximo estes anos,
nem que para isso seja preciso fingir um estado de alma
que não se tem ou uma idade que já passou.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O Direito de Ser Jovem



REFLEXÃO INICIAL


2º PARTE


A liberdade ficou muito pobre neste país.
É uma calça estrangeira
ou brasileira com patente de multinacional;
é um cigarro que conquista mulheres
e homens;
é uma bebida; é uma cena erótica;
é um modismo;
é um novo par de chinelos ou sandálias;
é um perfume que torna o outro
um objeto em questão de momentos...
A piada vira realidade
em poucos dias e semanas.
Suas maiores vítimas
acabam sendo os jovens.
Os que mais deviam questionar
a robotização do ser humano
são hoje os mais rabotizados.
Poucos jovens escapam à grande máquina
de fazer robôs e andróides.
Uma geração inteira,
com raríssimas exceções,
não está tendo mais o direito de ser jovem.
Cedo, muito cedo,
passam da adolescência dos seus
treze ou quinze anos
para uma visão por demais adulta do corpo,
de mente, do sexo, do prazer e das coisas.
Dissecam tão depressa o mistério
de ser homem ou mulher que, depois,
decepcionados, perguntam se felicidade,
amor e sexo é só isso que viram...
Dedico este livro àquele pequeno e
ruidoso grupo de
quinze rapazes e meninas,
todos entre 14 e 20 anos,
que um dia, numa fazenda,
bem à minha frente beberam
até perder a postura, fumavam
erva maldita, falaram das suas transas,
disseram achar natural que uma
garota de quinze anos,
grávida do seu cara de dezessete,
tivesse abortado uma criança
que iria lhe atrapalhar a vida...
E, por fim, me jogaram na cara
que a opinião dos adultos,
e muito mais ainda a opinião da Igreja,
pouco lhes interessa
porque eles são uma geração
sem medo e sem neurose...
E eu acho que uma geração para quem
erotismo virou brincadeira
de fim de semana,
droga virou alimento quotidiano,
sexo perdeu o mistério,
violência passou a ser parte da paisagem,
corpo virou coisa que se mostra
de qualquer jeito, e política,
religião, antropologia e coisas
jaez não passam de chatice;
eu acho que tal geração está
muito mais dentro ou próximo da neurose
do que todas as que a precederam.
Não obstante, acredito nos jovens.
Não teria escrito estas páginas
e estaria fazendo média com eles
para poder conquistar seus elogios
se não acreditasse na verdade deles.
No fundo, eles sabem melhor do que eu
que alguma coisa muito importante
lhes foi negada:
o direito de ser jovens.
O direito de não passar da infância
para a velhice sem primeiro
ser adolescente e jovem...
Tentarei explicar esse direito
nos textos seguintes.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O Direito de Ser Jovem



REFLEXÃO INICIAL

1º parte


Melhor do que eu, que começo agora
a conversar com você através deste livro,
você conhece o caminho que agora é seu: o mundo,
ou o pequeno universo da juventude!
Sabe da força, dos valores, dos ideais e dos sonhos,
mas não deve ser uma pessoa ingênua:
sabe também das fraquezas, misérias, decepções
e desencontros de seus companheiros
e companheiras de idade.
É possível que eu saiba mais do que você.
ou tanto quanto.
Admito, ainda, que saiba menos.
Na verdade cada pessoa é um universo
e cada nova geração um novo desafio.
Por mais que se leia ou se viva ou se veja,
sabe-se muito pouco a respeito deste incrível
fenômeno chamado juventude.
Já escrevi muito a este respeito em linguagem
quase sempre simples, franca e direta,
porque minha intenção foi e continua sendo
falar aos jovens sobre eles mesmos,
não como quem tem respostas ou ensina tudo,
mas como quem questiona e ajuda a questionar.
Neste sentido, este poderia ser apenas mais um livro.
Mas, honestamente, não gostaria que você
o visse dessa forma.
Estou começando um livro bem mais inquieto
do que todos os que já escrevi.
O que sei e vejo da juventude de agora me faz sentir
que os livros que escrevi agora ou seis anos atrás,
para muitíssimos rapazes e meninas recém-saídos
da adolescência não passam de água com açúcar.
A dose da violência, sexo, droga, liberdade
vazio interior e manipulaçao dos jovens
aumentou de maneira inquietante.
Se o jovem de dez anos atrás
tinha desafios terríveis à sua frente,
o de hoje tem uma sociedade cada vez mais injusta
e cada dia mais permissiva a lhe dizer,
por todos os meios possíveis
e imagináveis de comunicação, que não há limites
para a liberdade e para o prazer.
Folheio as revistas que passam pelas mãos
dos rapazes e meninas de agora.
Vejo aonde vão, ouço o que me contam
com franqueza rude e às vezes ingênua.
Percebo as consequências e entendo que esta é
uma geração mais livre e cada dia menos sujeita
aos tabus de ontem, mas compreendo também
que esta é uma geração mais divertida
e menos alegre, mais atirada
e menos questionadora.
Uma colossal máquina de fazer marionetes e robôs
controlados à distância e sem fio
foi montada neste país.
Rapazes e meninas de tenra idade
pensam que estão pensando quando, na realidade,
estão repetindo roupas, frases e idéias
da grande máquina de fazer gente que
consome e cala a boca; ou, ser fala,
repete o que dizem os andróides
da mass-media em língua estrangeira,
de preferência em inglês.